Influenciadores fora de cena
Hytalo Santos deixa cadeia em Carapicuíba chorando; ele e marido são transferidos para presídio em SP - Foto: G1.
Por Ailton Silva Jornalista 18/08/2025 - 18h41min - 1 min de leitura
Hytalo chorou ao deixar a cadeia de Carapicuíba.
Ao lado, o marido, Israel Nata Vicente, o Euro, mantinha a expressão dura.
Não havia live. Nem vídeo para o feed.
Era apenas a transferência para um presídio de Pinheiros, especializado em crimes contra a dignidade sexual.
Um nicho menos lucrativo, mas com audiência cativa.
O enredo não dependia de roteirista. Nem de edição.
Dependia da Justiça da Paraíba.
Na tarde abafada de segunda-feira, 18 de agosto, às 15h50, já estavam no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros I, na zona oeste de São Paulo.
Unidade que abriga exclusivamente acusados de crimes contra a dignidade sexual.
O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux, determinara: a transferência para a Paraíba deveria ocorrer “o mais rápido possível”.
Hytalo e Euro haviam sido presos três dias antes, em Carapicuíba, por ordem da Justiça paraibana.
Investigação do Ministério Público e do Ministério Público do Trabalho: exploração sexual de menores. Tráfico humano.
Acusações antigas. Que só ganharam força depois de um vídeo de cinquenta minutos, publicado pelo influenciador Felca.
No vídeo, Felca mostrava o esquema: adolescentes expostos, erotizados, filmados dentro da mansão comprada por Hytalo.
O material viralizou.
Redes sociais do casal caíram.
A prisão preventiva foi decretada.
A fuga improvisada — deixar a Paraíba, atravessar estradas até São Paulo, alugar uma casa discreta em Carapicuíba — durou menos de uma semana.
Para a Justiça, mais uma evidência: eles pretendiam escapar.
No domingo, véspera da transferência, Felca falou no Fantástico.
Disse que levou um ano para levantar páginas, links, nomes.
Contou também sobre ameaças de morte.
Os advogados pediram proteção.
A Justiça paulista determinou que o Google quebrasse o sigilo de uma conta de e-mail usada para enviar intimidações.
Do outro lado, a defesa de Hytalo e Euro classificou a prisão como “ilegal”.
O casal, que acumulava milhões de seguidores, agora divide espaço com detentos provisórios em Pinheiros.
À espera da viagem de volta à Paraíba.
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