TCE e Câmara aprovam contas do ex-prefeito Guilherme Colombo
Tribunal de Contas valida números de 2023 e Câmara de Santa Adélia segue parecer técnico para aprovação
Por Ailton Silva Jornalista 27/05/2026 - 18h51min - 1 min de leitura
As contas públicas não fazem barulho. Não ocupam palanque, não rendem aplausos. Mas revelam, com precisão, como um governo conduziu sua gestão. Em Santa Adélia, o exercício de 2023 da administração do ex-prefeito Guilherme Colombo da Silva percorreu o rito clássico da administração pública: passou pela análise técnica, recebeu ressalvas formais e, por fim, foi validado no campo político.
O primeiro filtro foi o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Em setembro de 2025, a Segunda Câmara se debruçou sobre os números. Não foi um parecer cego. Houve alertas, recomendações, apontamentos. Mas, no essencial, a conclusão foi favorável. As contas podiam ser aprovadas.
Os dados ajudam a entender o porquê. A educação recebeu 29,38% da receita — acima do mínimo constitucional. O FUNDEB foi integralmente aplicado. 83,53% desses recursos foram destinados à valorização dos profissionais. Na saúde, 28,04%. As despesas com pessoal ficaram em 39,45%. Percentuais que, dentro da lógica fiscal, indicam controle.
O ponto de atenção apareceu no déficit orçamentário de 7,43%. Não foi ignorado. Mas também não foi decisivo. O superávit financeiro do exercício anterior funcionou como compensação, mantendo o equilíbrio das contas. Um ajuste técnico, silencioso, mas fundamental.
Depois do Tribunal, veio a política. Em fevereiro de 2026, a Câmara Municipal transformou o parecer em decisão. Sob a presidência de Luiz Henrique Malavazi, os vereadores aprovaram as contas por meio de decreto legislativo. Seguiram o rito. Confirmaram o entendimento técnico.
Fora dos relatórios, o discurso muda de tom. Em conversa com o Jornal de Domingo, Guilherme Colombo evitou os números e falou de bastidores. Disse que nenhuma gestão se sustenta sem o trabalho dos servidores. Agradeceu aos vereadores. E fez questão de mencionar o Tribunal, que, segundo ele, cumpre um papel “sério e justo”.
No fim, o que fica não é apenas a aprovação formal. É o registro de um ciclo administrativo que operou dentro dos limites — com ajustes, ressalvas e compensações —, mas suficiente para atravessar intacto o exame mais rigoroso da máquina pública: o julgamento das próprias contas.
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